E-Arena Especial: e-Sport Universitário no Brasil

E-Sport Universitário é cada vez mais relevante no cenário mundial. Investigamos sobre a modalidade aqui no Brasil para descobrir como está a nossa evolução.

uLOL 2017

E-Sport Universitário é cada vez mais relevante no cenário mundial.

Nada se comparado ao milionário mercado profissional dos games com cada vez mais times e grana, mas sim, relevante.

Todo crescimento esportivo traz na garupa o interesse de grupos universitários.

No Brasil, as faculdades participam de jogos universitários, têm times para todos os tipos de esportes. Em alguns cenários – como nos Estados Unidos – são provedores de talentosos esportistas.

A liga de futebol americano universitária é visada, assim como a NCAA, que oferece dezenas de vagas anualmente á estudantes na NBA.

E então, como fenômeno mais recente, surge o E-Sport Universitário, que começa a tomar forma com campeonatos, patrocínio e porque não, talentos.

Conversamos com gente envolvida nesta modalidade aqui no Brasil para descobrir como está a nossa evolução e descobrimos muita coisa legal.

Mas antes, é importante olhar um pouco para fora.

Contexto EUA

No maior mercado do mundo encontramos os principais incentivos às equipes formadas por estudantes. E podemos dizer que as chamadas College Leagues estão avançando por lá.

Organizações importantes surgem de dentro das maiores produtoras / distribuidoras de games do mundo.

É caso da Riot´s University of LOL, que fundou a uLOL em 2014. Atualmente a liga conta com 32 equipes e embates de bom nível técnico.

Em entrevista recente, o Head da uLOL dentro da Riot, Michael Sherman, afirmou que a ideia é deixar as organizações das ligas profissional e universitária em ambientes diferentes.

Alguns jogadores de alto nível técnico podem ser contratados pelas equipes profissionais, assim como acontece em outros esportes”, afirmou. “É um caminho natural”.

uLOL 2017

Além do apoio das produtoras, há também o fomento das universidades. Muitas já dão bolsas de estudo aos estudantes mais talentosos nos e-Sports, assim como acontece para outros esportes.

No Brasil ainda não temos incentivos tão importantes, mas um cenário em crescimento.

Conversamos com dois dos fundadores de torneios de e-Sport Universitário para descobrir como podemos evoluir.

e-Sport Universitário no Brasil

“Hoje temos mais de 150 times no país, apesar do cenário no Brasil ser um dos mais recentes do mundo. Estamos vendo um crescimento bastante acelerado”, é o que afirma Raphael Mobis Tacla, o diretor-geral e um dos fundadores da LUE – Liga Universitária de E-Sports.

Marcelo Copola, um dos fundadores do maior torneio de e-Sports Universitário do Brasil, o TUES, ainda vê o Brasil defasado.

“Comparado à audiência e inscritos não ficamos muito atrás dos principais países, mas a diferença é grande no investimento e na cultura de acompanhar esportes universitários”. “Temos aqui o UniLol, que levou o vencedor para disputar um campeonato na China. Mas ainda falta investimento”, complementa.

TUES 2017

Além dos desafios financeiros, Raphael ainda cita a necessidade de maior reconhecimento dentro das próprias universidades. “A gente já vê acontecer, mas em poucos lugares. Quando as pessoas que estão na administração das faculdades começarem a perceber a visibilidade que ter uma equipe de eSports traz, a própria instituição vai começar a apoiar de maneira mais firme”.

Nível técnico dos jogadores pode evoluir

“O que temos hoje são casos isolados de jogadores em nível profissional dentro do cenário universitário”, comenta Marcelo Copola.

A verdade é que é complicado conciliar uma rotina de treinos de um jogador profissional com uma rotina puxada de estudos. O tempo dedicado a estudar passa a ser prioridade e um futuro mais garantido.

UfsCar – Vencedores LUE 2017

O resultado é que os talentos não são totalmente aproveitados.

Como o nível técnico não é suficiente para as ligas mais fortes, os times universitários acabam sendo uma fraca fonte de jogadores para os times profissionais.

E uma das principais ferramentas de desenvolvimento dos jogadores são os torneios do segmento.

O papel dos campeonatos

Com mais de 800 pessoas inscritas, o LUE acontece em setembro com modalidades como LOL, CS:GO, Fifa, e Clash Royale. O total em prêmios soma cerca de R$ 5.000,00, ainda muito aquém das maiores ligas profissionais.

Mas, além da função de melhorar o cenário de e-Sport Universitário, é também uma oportunidade de viver uma experiência diferente. “Os eventos universitários são a possibilidade do aluno representar a sua universidade fazendo algo que é apaixonado”, conta Raphael, que está com o LUE desde sua fundação, em 2015.

Já Marcelo, que deixou o TUES recentemente para dedicar-se a outros projetos, acredita em uma função mais ampla, social e acadêmica.

TUES 2017

“Com esse trabalho conseguimos agregar pesquisas acadêmicas, teses de conclusão e estudo. É importante mostrar á esse publico que há todo um mercado profissional que gira ao redor dos games, não limita-se a atletas e técnicos. Isso ajuda a expandir as possibilidades profissionais dos alunos”.

E complementa, “ O campeonatos são apenas o topo da pirâmide do e-Sport Universitário”.

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Publicitário, cientista do consumo e especialista do universo digital. É diretor geral e um dos idealizadores do Portal e-Arena, com muito orgulho.