MTG Arena: Cinco decks para a ladder de War of the Spark

Coleção abre espaço para novos baralhos no metagame

War of the Spark, ou Guerra das Centelhas, chegou ao MTG Arena causando impacto imediato ao metagame do jogo. Como a coleção possui um design focado em planeswalkers, muitos deles começaram a ganhar espaço em decks que existiam anteriormente, como o White Weenie e Mono Red, ou se tornaram fundamentais para a montagem de novos arquétipos. Por isso, a gente separou cinco baralhos que valem a pena jogar durante a ladder de maio.

Bant Midrange

Teferi, Vivien e Oketra são as cartas fundamentais para a criação do Bant Midrange que tem aparecido no metagame do Standard, principalmente no formato Tradicional. Muitos jogadores têm optado pelo deck por causa do grande leque de possibilidades que ele apresenta tanto com as criaturas quanto com os planeswalkers. Além disso, a combinação de cores permite variação de sideboard eficiente tanto contra decks agressivos quanto de controle.

Apesar do Bant Midrange ter cartas específicas que funcionam como alicerce, ele não possui uma lista que pareça muito acima da média entre elas. Essa variação deve diminuir conforme o metagame torne-se ainda mais preciso, principalmente sobre quais baralhos são os mais eficientes. Enquanto isso, eu tenho preferido uma versão com main mais seguro versus estratégias agressivas, assim utilizado o pacote de criaturas com Explore junto ao Wildgrowth Walker. Os dois tritões têm sido mais agradáveis para mim do que o Growth-Chamber Guardian, carta normalmente vista nas listas dos jogadores que fizeram bom resultado.

Esper Midrange

Assim como o Bant, o Esper Midrange é mais um deck que aproveita todo o potencial do Teferi, Time Raveler. Além do planeswalker UW de War of the Spark, Sorin, Vengeful Bloodlord também ganha espaço na lista por conseguir ser vital tanto pela habilidade estática quanto pela recursão de voltar ao jogo as criaturas eficientes do baralho. Duas mágicas novas também ganham espaço: Tyrant’s Scorn, que é relevante em ambas as opções, e Enter the God-Eternals, spot removal com ganho de vida embutido que a torna mais forte que a Lyra Dawnbringer nessa combinação de cores.

A lista de Esper Midrange da imagem foge um pouco do convencional por utilizar Tithe Taker. Minha escolha por ele é pela versatilidade que apresenta em alguns confrontos e por ser mais uma criatura com custo de duas manas, assim permitindo colocar uma ameaça na mesa rapidamente e estabelecer o ritmo do jogo. O sideboard traz possibilidades que modificam a forma que o baralho propõem o jogo, assim tornando-se mais controle ou tempo dependendo do que está sendo enfrentado.

UB Control

Apesar de não ter parado para jogar com essa lista de UB Control, ela é muito parecida com a criada pelo pró-player Grzegorz ‘Urlich’ Kowalski, que fez 7-0 com o deck em uma das suas participações nos eventos de Metagame Breakdown. A lista dele apresenta boas opções de controle de mesa, criaturas recursivas e planeswalker com potencial para garantir a partida se não forem combatidos rapidamente.

A grande questão é decidir se prefere usar apenas as duas cores ou ir para o Esper Control e ter acesso às cartas de mana branca. O benefício de manter-se apenas UB é levar menos dano dos próprios terrenos e ter maior facilidade de conseguir conjurar as mágicas, entretanto, não ter acesso a Mortify, Teferis e Kaya’s Wrath pode ser uma escolha ruim. Se você estiver disposto a tirar proveito do God Eternal Kefnet, essa parece a melhor alternativa atual.

UG Nexus

Um dos maiores motivos para o Teferi, Time Raveler ser tão importante no metagame é o quão eficiente ele pode ser nas partidas contra UG Nexus. O deck tornou-se mais forte com a chegada de War of the Spark por causa da inclusão de Tamiyo, Collector of Tales. A planeswalker é capaz de gerar valor rapidamente ao encontrar a carta que você procura no topo do baralho ou devolvendo do cemitério para a mão do jogador – algo que se torna ainda mais efetivo e importante no jogo longo, já que ela pode ser a forma de encontrar o Callous Dismissal da vitória.

O sideboard ainda apresenta outras opções para facilitar alguns matchups complicados e assim modificar a forma que o deck alcança a vitória ou viabilizar o plano principal tornando as peças principais em recursos que são protegidos. Apesar de forte, as partidas costumam ser muito longas, o que pode ser um prejudicial muito grande para otimizar o tempo disponível para subir na ladder.

Mono Red

Assim como antes do lançamento de War of the Spark, o  Mono Red se mantém como uma opção excelente e com a inclusão de apenas uma carta no main deck: Chandra, Fire Artisan. Apesar da planeswalker ter começado a aparecer como uma ótima opção para as listas do arquétipo, alguns jogadores ainda preferem usar o encantamento Experimental Frenzy por causa da sinergia robusta com Runaway Steam-Kin.

Caso o UG Nexus torne-se um deck ainda mais efetivo no metagame, o ideal é fazer splash para verde, assim ganhando acesso ao Cindervines. Enquanto isso, o sideboard atual dá mais alcance com as Rekindling Phoenix, impede ganho de vida adversário com o útil Tibalt e torna Risk Factor mais eficiente por causa das Chandras.

Essas são as nossas cinco sugestões de decks com a chegada de War of the Spark ao Standard. Alguns deles devem se manter como tier 1 do metagame, como Bant Midrange e Mono Red parecem indicar tanto pelos resultados no StarCity Open quanto pela presença relevante no metagame do Arena. Entender como eles funcionam e treinar com cada um é apenas a primeira etapa que todo jogador do Mythic Championship Qualifier precisa para conseguir o Top 16 tão cobiçado do evento que acontece no último final de semana de Maio.

Durante pesquisa e produção de textos, é encontrado com a alcunha de Lazyguga em partidas de Overwatch, Clash Royale e MTG Arena ou conquistando ginásios no Pokémon GO.