Ninja na Mixer: a maior contratação dos e-sports em 2019

Streamer torna-se exclusivo da plataforma da Microsoft

A plataforma de streaming Mixer conseguiu se colocar nos holofotes com uma contratação inesperada e grandiosa: Ninja, o principal streamer de Fortnite e provavelmente o que tem mais facilidade de ser reconhecido fora da comunidade gamer. O movimento da Microsoft para trazer o jogador, que chegou ao status de celebridade global, faz com que o serviço da empresa consiga trazer mais pessoas para consumi-lo, assim criando uma nova disputa por telespectadores dos canais de jogos eletrônicos.

Ninja se tornou o principal streamer durante o período de ascensão do Fortnite e se consolidou com facilidade como o número um em criação de conteúdo para o jogo da Epic Games. Mesmo que ele não seja hoje tão dominante na Twitch quanto outrora, seu nome ainda é gigantesco, além de que sua base de fãs devem acompanhá-lo independentemente da plataforma. 

A primeira semana dele na Mixer já mostrou seu poder de influência: a plataforma de streaming começou a ser mais procurada para download de aplicativo e sua stream durante o Lollapalooza Chicago teve 80 mil telespectadores, mais do que sua média na Twitch recentemente – que já não conseguia atrair centenas de milhares. Ele jogou em duo com Tyler Joseph, vocalista da banda Twenty One Pilots, assim atraindo outro tipo de público para suas partidas de Fortnite.

Ao levar o Ninja para a Mixer, a Microsoft faz um investimento bastante caro de publicidade na plataforma de streaming por causa da certeza que o streamer é retorno em telespectadores, algo fundamental para novos anunciantes investirem no serviço. Ao mesmo tempo, a empresa consegue mostrar aos criadores de conteúdo novatos que existe vida além da Twitch, que ainda domina o mercado mesmo com o crescimento de Facebook Gaming e outras concorrentes.

Outro debate que ressurge com a ida do Ninja para a Mixer é sobre as políticas da Twitch em apoio aos criadores de conteúdo. Streamers grandes como ele só são punidos se quebram regras muito importantes, mas os com público médio ou pequeno tendem a reclamar da conduta que o serviço entrega, seja em relação a passividade com discursos de ódio dentro da plataforma ou até mesmo posicionamentos incoerentes. O caso mais recente foi com Rakin, que não pode participar do Twitch Rivals de Teamfight Tactics por estar renegociando seu contrato, mesmo tendo um dos maiores canais do mundo sobre o jogo. 

A Twitch não deve sentir uma perda considerável com a saída de Ninja da plataforma, mas a contratação do streamer pela Mixer é grandiosa como nenhuma outra atualmente dentro deste cenário da indústria dos games. O serviço da Microsoft deve crescer seu número de telespectadores pelos próximos meses, mas não deve ser o suficiente para chegar perto de incomodar o produto da Amazon. Entretanto, diminuir a predominância de um é essencial para evitar monopólio, algo que ocorre com o YouTube. Aos telespectadores, essa disputa significa opções e possíveis melhorias oferecidas para fidelizar o cliente.

COMENTÁRIOS

Durante pesquisa e produção de textos, é encontrado com a alcunha de Lazyguga em partidas de Overwatch, Clash Royale e MTG Arena ou conquistando ginásios no Pokémon GO.