25 anos de The King of Fighters, a franquia que dominou os fliperamas brasileiros

Jogo de luta da SNK fez enorme sucesso nos anos 90 e 00

Em 25 de agosto de 1994, The King of Fighters 94 chegava às lojas para iniciar a mais nova franquia de games de luta da SNK. O game combinava personagens de outros jogos de sucesso da empresa, como Art of Fighting e Fatal Fury. Nos anos seguintes, a franquia se tornaria um sucesso dentro do gênero e ficaria ainda mais significativa para os fliperamas, que eram a forma de muitas pessoas conseguirem ter contato com os jogos eletrônicos. Entretanto, o final dos anos 2000 não foi tão bom para o KOF, que diminuiu em qualidade vertiginosamente, seja com as apostas em 3D ou até mesmo na sequência da franquia principal, deixando um grande vácuo de boas produções com personagens tão queridos.

The King of Fighters foi um enorme fenômeno no Brasil por causa dos fliperamas. Poucas pessoas devem ter o conhecido longe dos arcades, ainda que os games da franquia não eram tão bons em alguns consoles. Playstation e Sega Saturn conseguiram ter boas versões até o 99, mas foi o Dreamcast que possuiu as melhores sequências enquanto a franquia se manteve no auge. Além disso, era muito mais barato jogar nas lojas ou locadoras do que comprar seu próprio vídeo game, algo que fazia até mesmo bares comuns apostarem nas máquinas com KOF instalado.

K’ estreou como protagonista em The King of Fighters 99

Essa época áurea de The King of Fighters fez com que os games da franquia se tornassem muito populares, até mais do que franquias previamente bem estabelecidas, como Street Fighter e Mortal Kombat durante alguns anos. Os personagens se tornaram reconhecidos entre os fãs do gênero e até para aqueles que acompanhavam de longe estes tipos de games, mesmo que a lore de KOF nunca fosse muito fácil de acompanhar, principalmente a partir dos anos 2000. 

The King of Fighters 97 foi o principal precursor em criar curiosidade sobre a franquia por apresentar os Orochi com mais ênfase e também encerrar essa saga. Era muito curioso entender o que havia acontecido com os personagens para eles estarem tão alterados repentinamente, o que gerou os apelidos “demoníaco” e “possuído” na comunidade brasileira. Outras versões do game, como a 98, não havia história, mas apresentava uma quantia gigantesca de lutadores selecionáveis, assim agradando facilmente quem gostava de jogar com lutadores pouco vistos, como Heavy D e Heidern.

Apesar da temática do torneio repleto de lutadores de várias etnias e as histórias que atingiam um ponto muito grandioso, o maior trunfo de The King of Fighters era a jogabilidade agradável ao usar trios – que posteriormente também poderia ser jogada em quartetos. Poder usar três personagens totalmente diferentes, que poderiam ser ótimos de formas de combate únicas, e até mesmo ter um quarto elemento que entraria em jogo rapidamente para te ajudar com algum golpe sempre foi muito divertido e fluido. A SNK conseguiu criar elementos que influenciaram o gênero ou assimilava muito bem as novidades dos concorrentes.

Infelizmente, isso não se manteve durante tanto tempo, principalmente quando a SNK decidiu tentar navegar pelo 3D, algo que resultou no bizarro Maximum Impact – que até recebeu uma sequência. Nem mesmo ao parar com os lançamentos anuais e ter mais tempo para lançar novos jogos de qualidade a desenvolvedora conseguiu voltar aos dias de glória, mesmo que tenha melhorado consideravelmente no último título, The King of Fighters XIV, em 2016, mas muito longe de ser um grande sucesso entre os fãs. 

The King of Fighters pode estar bastante longe de viver sua melhor época, mas chega aos seus 25 anos de existência como uma das franquias mais importantes para os jogos de luta. Hoje, a SNK trabalha para se reestruturar e voltar a fazer sucesso com os games que outrora dominaram metade da década de 90 até o meio dos anos 2000, principalmente nos fliperamas. É fácil de imaginar que a empresa seja capaz de recuperar esse status após o sucesso que a desenvolvedora conseguiu com o retorno de Samurai Shodown este ano. Enquanto KOF XV esta apenas em produção, resta aos fãs recordarem de lembranças felizes tentando acertar combos, horas de fliperama e várias tentativas para derrotar os chefes apelões.

Durante pesquisa e produção de textos, é encontrado com a alcunha de Lazyguga em partidas de Overwatch, Clash Royale e MTG Arena ou conquistando ginásios no Pokémon GO.